Dieta ocidental e autismo
Você sabia que aquilo que a mãe come durante a gravidez pode afetar diretamente o cérebro do bebê? Um estudo recente revelou algo impressionante (e preocupante): uma alimentação baseada em ultraprocessados como carnes processadas, batata chips e energéticos pode dobrar o risco de autismo e também aumentar as chances de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) na criança.
28 de Junho, 2025
TEMPO DE LEITURA X MINUTOS
Talles Moraes
por: Talles Moraes
O que é a tal da “dieta ocidental”?
Esse é o nome que a ciência dá a um padrão alimentar comum em muitos países hoje, inclusive no Brasil. Ela é baseada em:
- Ultraprocessados (como embutidos, salgadinhos, bolachas recheadas)
- Muito açúcar e gordura
- Pouca fibra e poucos alimentos frescos
É uma alimentação que prioriza o sabor rápido, a praticidade e a alta densidade calórica, mas que compromete a qualidade dos nutrientes que o corpo (e o cérebro) precisam — especialmente durante uma fase tão delicada como a gestação.
Como a alimentação da mãe afeta o cérebro do bebê?
Durante a gravidez, tudo que a mãe come se transforma em matéria-prima para a formação dos órgãos do bebê — inclusive o cérebro. Certos alimentos aumentam no corpo da gestante a produção de substâncias chamadas metabólitos inflamatórios, que podem atravessar a placenta e afetar o desenvolvimento do sistema nervoso fetal.
É como se alguns alimentos ajudassem o cérebro do bebê a se formar de forma mais saudável, enquanto outros criam um ambiente de “ruído químico” que pode prejudicar esse processo.
Autismo e TDAH: qual a diferença?
Esses dois transtornos têm origens complexas e ainda estão sendo amplamente estudados. Mas, de maneira geral:
- O autismo envolve dificuldades de comunicação e comportamento social, além de padrões repetitivos de comportamento.
- O TDAH está relacionado à dificuldade de manter a atenção, controlar impulsos e organizar tarefas.
Ambos têm origem multifatorial (envolvendo genética, ambiente, etc.), mas a alimentação da mãe durante a gestação tem se mostrado um fator de risco modificável e muito relevante.
O que evitar e o que priorizar na gestação?
Evite ao máximo:
Carnes embutidas (presunto, salsicha, peito de peru)
- Frituras e salgadinhos de pacote
- Refrigerantes e bebidas energéticas
- Doces industrializados e ultraprocessados
Prefira:
- Frutas frescas variadas
- Peixes com baixo teor de mercúrio (como sardinha e salmão)
- Verduras e vegetais escuros (espinafre, brócolis, couve)
- Oleaginosas (como nozes e castanhas, em quantidades moderadas)
- Grãos integrais e alimentos minimamente processados
Em resumo
O que você come na gestação não só alimenta o seu corpo, mas também ajuda a moldar o futuro neurológico do seu bebê. Esse é um dos motivos pelos quais a nutrição materna precisa ser tratada com carinho, atenção e orientação especializada.
Assista à explicação no Reel
Torne-se Membro NR
Onde ciência, prática e propósito se encontram
✓ Acesso a todos os artigos exclusivos
✓ Live semanal de Membros para tirar dúvidas e consolidar o conhecimento
✓ E-books PREMIUM com 50% de desconto
Ideal para quem quer aprofundar o conhecimento sem complicação
Aviso Legal: As informações contidas neste site têm finalidade exclusivamente informativa e não substituem a orientação de um nutricionista ou de outros profissionais de saúde. Nenhum conteúdo aqui publicado deve ser considerado como recomendação individual ou tratamento nutricional. Para cuidados específicos, consulte sempre um profissional habilitado.